20.07.2016

Olho pela janela,
um arrepio
e o vento a passar.
Olho pela janela,
vem o frio
e o cheiro de terra molhada no ar.
Olho pela janela
os passarinhos
entre verde-claros a voar.
Olho pela janela
e o sol
a esquentar.
Olho pela janela,
mais um ano a passar...

20.07.2016

Nas paredes manchadas por histórias,
Na ausência dos móveis da casa,
No ruído das lembranças que ficam...

Abro a janela...
O vento a varrer o apartamento.
A tinta a limpar os pensamentos.

18.05.2016

Multiplicam-se como praga,
entranham-se na natureza,
sugando a vida, a riqueza.

Deixam atras de si um rastro,
percurso amargo
de um chorume ácido.

Ácido, como os percentuais dos homicídios
e os imperativos econômicos do capitalismo.

Ácido, como a erosão das entranha...

15.05.2016

Escuto, de minha gaiola,
o canto eufórico dos pardais
que se deliciam bicando a própria carne

arde, arde, arde, arde...

Bebem do próprio sangue
sem perceber que estão crucificados,
Rezam pelo Salvador
e se entorpecem na própria dor.

15.05.2016

eu poderia pintar a casa de preto
pintar até o espelho
porque os olhos são traiçoeiros
me enganam.

mas penso se não ver
seria insensatez?

Me levanto,
acendo a luz
e opto pela lucidez.

15.05.2016

Este poema deve ser queimado vivo!

As idéias aqui escritas são os frutos proibidos
de uma mente inútil, livre e de difícil acesso.

O autor apresenta comportamentos de elevada periculosidade:
- Não assiste televisão
- Não passeia no shopping aos domingos
- Não toma di...

01.11.2015

Canção do Exílio de Mariana

Minha terra tem Mariana
Onde morreu o Sabiá
Aves que ali gorjeavam,
padeceram de lamentar.


Nosso céu tem menos brilho,
Nossas várzeas zero flores
Nossos peixes já sem vida,
De nossa vida restam dores.


Em cismar sozinho, à noite
só tristeza en...

01.10.2015

Bailarinas de cerâmica

Neste palco de papel opaco, 

rodopiam bailarinas de cerâmica.

Paciente, espero o fim da dança,

anunciado pelo tilintar dos passos.

Executo meu ofício, recolhendo os cacos.

Lá fora, o homem guarda a chuva,

escurecendo o dia com sua sombrinha.
Aqui, apago...

01.09.2015

Escrevo

Escrevo para fugir da morte,
para não depender da sorte,
ou do sucesso que alimenta os egos.

Retorno sempre ao papel,
caneta, lápis ou pincel.
Escrevo, desenho ou pinto,
o que me foi dado como destino.

Tento unir o futuro ao passado,
Escrevo para restaurar
os...

Please reload

09.12.2016

09.12.2016

Please reload

Posts Recentes
Please reload

Arquivo

Poesias e Contos