Abril 2012

Labuta

Para fazer um poema reflito sobre o tema, Consulto muitas gramáticas, teóricas, outras práticas. Com cuspe colo o tijolo e vou preparar o bolo. Junto rima e cimento, barro, caos, sentimento. Rascunho com desespero, mas nivelo com esmero. As palavras são medidas, calculadas e cozidas. E, da massa resultante, construo metricamente, esse poema pensante. só que depois desse esforço, cansada de matemática, paro de cozinhar. Vou tomar uma no bar e ver a vida passar.

Vôo noturno

Enquanto um dorme O outro come Aquele acorda E esse mexe Inquietos, vão aguentando As horas de confinamento

Fluidez

- Um pouco de água, por favor! - .............................. - e foi. - Um pouco de água, por favor! - Tenho dinheiro não. - e foi. - Um pouco de água, por favor! - Água? tenho não. - e foi. - Um pouco de água, por favor! - Tome esse dinheiro e vá comprar. - Não, obrigado. Eu só queria um pouco de água.

A história do menino colorido

Era um menino amarelo que só andava de chinelo. Um dia, por acaso, andou descalço e teve uma grande alegria. Descobriu que não estava só porque existia.

EspelhohlepsE

oipoc et osrevni oa. num momento, sotsopo somos e idênticos. envelheces, oçehlevne. morres, oçenamrep.

Paciência

Quem nunca teve paciência para esperar não sabe o que é nascer estátua.

Postado por Marina Feldhues às 17:03 Nenhum comentário:

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Conciliação

Como conciliar uma cabeça cansada por pensar e um corpo ávido por viver...

Ohlepse

Observo-te enquanto dorme. Absorta, afundas. Pela janela um pouco de luz clareia teus sonhos, tua pele e minha imagem. Vejo-te assim... cristalizar-se em mim. Momentâneo, tento guardar-la, em vão.

Estátua

Espero desde o dia em que nasci. Pombos vem e vão... Canetas, tintas, chiclete, cola, nem me incomodo mais. Já criei plantas, tive ninhos, fiz protestos, recebi adornos e declarações. Petrificada envelheço e continuo esperando.


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