Cartografia da nostalgia

December 9, 2016

Como eu queria que toda rua fosse Da Alegria, Da Amizade ou Da União. 

Que as ruas não fossem jamais Da soledade ou Da Angustura.  

Que toda Aurora fosse Do Sol.

Que a rua Da Luta se tornasse enfim Da Vitória ou Da Glória.

É que, Do Alto da Saudade, lembro de quando as ruas eram só Idas, ainda não havia os retornos Do Progresso.

Tinha rua Do Passarinho, Dos Coelhos, Do Lírio, Do Jasmim, avenida que era Floresta, tinha Flores, Pinheiros, Esperança, Mangueira e Carneiro que não era Vilela.

Toda Estância era vista do Alto da Bondade. 

Não precisava ser Dois Irmãos para ser Dois Unidos, tampouco existia nessa época Linha do Tiro. Peixinhos nadavam em Aguazinha e Jardim Primavera era do lado de casa. 

No tempo em que Beira Rio era dos Navegantes. O encontro do Rio com Mar era no Cais do Apolo...

 

No tempo Da Saudade e do Sossego, onde tudo era Concórdia, eu não tinha nascido.  

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